O
mundo de Sofia estava confuso. Ela não sabia no que acreditar ou em quem
confiar. Afinal, seu irmão estava sendo suspeito de um assassinato. Ela pegou o
telefone e ligou para Otávio para poder informar o que havia acontecido:
-
Oi! Desculpa não ter ligado pra você antes...
-
Tá bom! Eu tentei te ligar, mas o telefone só dava fora de área.
-
Ele descarregou e eu me esqueci de colocar pra carregar... Você pode me
encontrar na praça pra podermos conversar?
-
Claro. Agora?
-
Se você puder...
Ao
chegar à praça e ver Otávio, Sofia não conseguiu segurar o que estava sentindo
e começou a chorar. E então ele a abraçou e perguntou o que havia acontecido.
-
Meu irmão está sendo suspeito de um assassinato. E tudo aconteceu na minha
casa... Tive que sair de lá e estou em um hotel aqui da cidade.
-
Nossa! Mas você sabe se foi ele mesmo? – Perguntou desconfiado.
-
Eu não faço a mínima ideia. Ele estava sempre drogado ou bêbado...
-
Se precisar de alguma coisa eu estou aqui. Conheço alguns advogados da empresa que
eu trabalho.
-
Eu não sei o que fazer.
Otávio
a abraçou novamente fazendo por alguns instantes tudo ser esquecido e trazendo
de volta a paz que a Sofia precisava.
Enquanto
as investigações sobre o caso eram feitas, Sofia tentou seguir sua rotina
normalmente, apesar de muito ouvir por onde andava sobre o que havia
acontecido.
Após
alguns dias ela não aguentou mais e pediu ao chefe umas férias vencidas, para
poder relaxar e tentar pensar em algo que ajudasse seu irmão. Aproveitando o
tempo livre ela foi fazer uma visita a ele para saber como estava.
-
Oi – Disse enquanto abraçava-o – Como você está?
-
Eu estou tentando me acostumar com tudo isso aqui – Respondeu Miguel.
-
Olha, eu conversei com um advogado e ele aceitou defender você. Ele analisou
tudo e viu que você tem álibi e acha que você tem muitas chances de não ser
culpado. Ele deve vir conversar com você. Ok?
- Tá bom. Obrigado por confiar em mim. Você sabe que se eu tivesse feito isso eu contaria...
- Eu acredito em você!
- Eu comecei a parar de usar as drogas e beber já tinha mais de uma semana... Eu não faria isso estando lúcido. Você sabe disso...
- Eu sei, Miguel. Vai dar tudo certo! Vamos descobrir quem fez isso.
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