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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Cap 20

Ao chegar na porta da delegacia, Sofia se questionou se aquilo era realmente o certo. Tomada por uma sensação estranha ela recuou e deixou Miguel andando sozinho. Ao perceber que ela havia parado de andar ele perguntou:

O que você está fazendo?
Eu quero voltar pra casa - Disse Sofia parada no meio da calçada.
Você está maluca? Como assim voltar pra casa? - Questionou Miguel pasmo.
E-u, e-u... Eu não quero mais fazer isso. Deve ser tudo um engano. O Otávio não faria isso comigo.

Percebendo o estado em que sua irmã se encontrava, Miguel a abraçou por um tempo sem dizer nada. Até que decidiu falar:

Mana, você precisa fazer isso. Eu sei que você o ama, mas ele possui ligação com o Ronaldo, gostando você ou não. E eu não vou permitir que você se case com um cara que pode te fazer mal.

Sofia estava aterrorizada demais, só conseguia chorar e pensar no quanto foi estúpida por acreditar nas coisas que Otávio dissera. Lembrou dos momentos que tiveram juntos, do primeiro encontro, do primeiro beijo... Tudo calculado por uma mente perversa que só queria o seu mal.
Quando finalmente se acalmou, Sofia disse:

Você está certo! Vamos fazer isso logo.



Ao entrar na delegacia Sofia pensou em voltar, mas seu irmão não deixou que ela saísse sem entregar as fotos. Depois de visualizar as fotos, o delegado decidiu que prenderia Otávio por cautela, já que aparentemente ele possuía envolvimento com Ronaldo.

Sofia se sentia péssima, pois além de ter que cancelar seu casamento, se sentia estranha, sentia que estava traindo o amor de sua vida.
Ela decidiu que não queria ver Otávio chegando na delegacia e sendo preso, decidiu que não queria mais fazer parte de tudo aquilo, mas se deu conta que não bastava ela apenas decidir que não queria, não tinha mais volta. Tudo a envolvia. Ela era a culpada. De tudo.


– Alô?
– Você fez tudo do jeito que eu queria.
– Do que você está falando?
– Você não percebe? Com o Otávio longe, você está mais vulnerável – Ronaldo gargalhou –, eu vou atrás de você, Sofia.
– Alô? Ronaldo? Alô?
Somente o silêncio respondeu.


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