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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Cap 5

Sabe aquela sensação de que algo ruim irá acontecer? Era isso que Sofia estava sentindo. No meio do trajeto ela começou a pensar no que estava fazendo e concluiu que era maluquice.

Ao chegar à frente da casa ela começou a falar com ela mesma:

- O que eu estou fazendo? Eu estou ficando maluca. Vou voltar pra casa agora mesmo!

Ao dar as costas para a porta e começar a andar, Sofia sente alguém a puxando. Ao virar ela vê o Otávio sorrindo.

- Você ia me deixar esperando? – Disse ele sorrindo.

Sofia não sabia o que responder, estava sem reação, a beleza dele a hipnotizava e a deixava entorpecida. Ela apenas sorriu.

- Você estava indo embora? – Perguntou ele.

- Estava.

- Nossa! Mas, eu te entendo... Pegar um bilhete com um estranho. Eu pensei que você não viria – Disse ele sorrindo.

- Mas eu estou aqui – Respondeu sorrindo.

- Você quer entrar?

Sofia ficou tentada a aceitar, mas achou melhor não entrar. Afinal ela não o conhecia e não saberia o que ele iria fazer.

- Eu acho melhor não. Desculpa, mas eu não sei por que eu vim aqui.

- Tudo bem – Disse ele sorrindo – Eu posso te levar até a sua casa?

Outra proposta que fez Sofia ficar indecisa, mas dessa vez ela não imaginou nada de ruim que pudesse acontecer e então aceitou.

No curto caminho da casa de Otávio até a casa de Sofia eles conversaram um pouco.

- Posso te fazer uma pergunta? – Disse Otávio parecendo um pouco sem graça.

- Pode. – Respondeu Sofia.

- Qual o seu nome? – Perguntou ele sorrindo.

- Meu nome é Sofia. E o seu? – Perguntou mesmo sabendo a resposta.

- O meu é Otávio... É, eu queria te dizer uma coisa... – Disse sorrindo.

- Pode falar.

- Eu não quero que você pense que eu sou um maníaco ou algo do tipo. Mas, é que eu me mudei tem umas semanas e eu não conheço ninguém dessa cidade e quando eu te vi... Bom, eu queria saber se você pode sair um dia comigo para me mostrar o que tem de legal aqui?

No momento da pergunta eles chegaram à casa da Sofia e ela não sabia o que responder. O seu maior desejo estava acontecendo, mas a desconfiança a deixava louca. E então ela agiu por impulso.

- Tá bom.

- Pode me dar seu número? Eu ligo pra você pra combinar.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cap 4

Mas, o que o Ronaldo era exatamente?

Pois bem, Ronaldo era um homem de muita influência na cidade. Conhecia muitas pessoas, boas e ruins, e conseguia qualquer informação que quisesse. Tinha olheiros por todos os lugares e assim sabia exatamente o que acontecia na região.

Talvez Sofia não devesse confiar nele, mas ele era o único que poderia conseguir algo sobre o Otávio.



Ao descobrir que Otávio morava perto de sua casa, Sofia mudara o seu trajeto para o trabalho, só para passar onde ele morava. Mas, para sua tristeza ela não conseguiu encontrá-lo.

Ela já havia perdido as esperanças de vê-lo novamente, quando de repente ela viu um homem que a fez lembrar Otávio, e quando ele chegou mais perto só confirmou. Sofia não sabia o que fazer ou como agir. Sua vontade era falar com ele, mas ela passou de seu lado e apenas o encarou e ele retribuiu com um sorriso.

Seu coração acelerou e ela não sabia se conseguiria respirar e então se viu sorrindo sem parar e percebeu que havia se apaixonado por aquele homem que não conhecia e nada sabia.

Ela repetiu a rotina de passar na mesma rua, no mesmo horário e toda vez passava por ele, e sua maior vontade era falar com ele, mas faltava coragem. Até que certo dia ela estava distraída e alguém a tocou e disse:

- Ei! Você deixou cair esse papel – Sua voz era sedutora e doce.

Era Otávio, Sofia não sabia o que fazer e ficou parada na frente dele, sem reação por alguns segundos e então respondeu:

- Ahn... Obrigada! – Disse olhando em seus olhos.

Ele entregou o papel, sorriu e se foi.

Sofia abriu o papel e percebeu que não era dela e sorriu ao ler o que estava escrito:

Rua: Mendes, 49 - 19h.

No início ela não entendera o que aquilo significava e pensou que aquilo poderia ser o endereço da casa dele e às 19h ela foi ao endereço para saber o que a esperava.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Cap 3

- E qual é? – Disse Sofia virando-se na direção de seu irmão.
- Otávio.
- Sem sobrenome? – Perguntou Sofia.
- Ele me pediu pra te dizer que era pra você encontrá-lo 12h no restaurante de sempre que ele iria passar mais informações.
- Obrigada. – Disse se sentindo revigorada e esperançosa.
- Eu posso fazer uma pergunta?
- Pode.
- Quem é esse Otávio? – Perguntou curioso – Você está gostando de alguém, irmãzinha? – Completou sorrindo.
- Não te interessa! – Respondeu – Agora sai que eu quero me arrumar.

Sofia nunca se viu tão ansiosa para o seu horário de almoço. Quase não conseguiu fazer o que tinha para fazer.
- Desculpe-me pelo atraso, Ronaldo.
- Nada! São apenas 12h10m – Sorriu.
Ela se sentou e no mesmo instante queria interroga-lo para saber tudo que ele tinha a dizer, mas se conteve para não demonstrar nenhum desespero.
- E então, você está bem? – Perguntou Sofia.
- Ah, eu estou ótimo, Sofia. E você, como está? – Respondeu.
- Eu estou bem. Um pouco cansada com a correria do dia a dia, mas estou bem.
- Eu sei que você só perguntou isso para ser educada. – Disse Ronaldo sorrindo – Bom, eu não disse muita coisa para o seu irmão por que não sabia se podia confiar nele.
- Obrigada por ter feito isso. Ultimamente estou evitando contar detalhes ao meu irmão.
- Ele ainda está envolvido com drogas?
- Sim. E a cada dia que passa fica pior. Já perguntei se ele quer fazer reabilitação, mas ele não quis.
- Isso é realmente triste. Deve ser muito difícil.
- É. Mas, nós não viemos aqui para falar do meu irmão, né? – Disse Sofia sorrindo – Vamos escolher o que iremos comer?
Enquanto eles esperavam a comida chegar, Ronaldo foi contando a Sofia tudo que descobrira sobre Otávio.
- Olha, ele tem 27 anos, não é da nossa cidade. Veio de outro estado e não tem muito tempo, no máximo uns 2 meses. Ele está trabalhando em uma construtora rival a sua, ele é engenheiro civil e o que você vai gostar de saber é que ele mora perto da sua casa, duas quadras a frente.
- Você sabe por que ele veio pra cá?
- Exatamente a trabalho. Ele é um ótimo profissional, segundo as recomendações e essa construtora estava precisando de um funcionário assim.
Enquanto almoçavam Sofia tirou várias dúvidas com Ronaldo sobre o Otávio.
 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Cap 2

Sofia seguiu sua rotina de ir ao trabalho, executar suas tarefas e voltar para casa. E, como de costume, encontrou seu irmão se despedindo de uma mulher que era diferente da do dia anterior e do novo dia que iria surgir.
- Você não cansa dessa vida? – Perguntou Sofia.
- Me cansar? Nunca! Essa foi a vida que eu sempre quis, e você sabe disso, irmãzinha. – Disse Miguel eufórico.
- Você só se esqueceu de que essa casa é minha e eu estou cansada de ver a mesma cena todo dia – Desabafou.
- Ha Ha Ha! Você só está dizendo isso por que está sozinha. – Então ele se aproximou e beijou a testa de sua irmã – Você vai encontrar alguém e vai parar de me perturbar!
- Se você não parar de trazer essas mulheres pra cá, eu vou ser obrigada a mandar você ir embora!
- Eu vou parar, irmãzinha... Um dia! – Disse ele rindo.
Ela se retirou da sala por que não aguentava ver seu irmão naquele estado, drogado. Ao entrar em seu quarto conferiu seu email e lá estava uma mensagem de Ronaldo.
“Ei, Sofia... Consegui algumas informações pra você!
Eu conversei com uns colegas e eles disseram ter visto um homem com a descrição que você me deu. Ele realmente é novo na cidade, mas nenhum deles sabe o seu nome, onde mora ou qualquer informação que possa te ajudar. Desculpe-me!
Caso eu receba novas informações vou te avisar.”.
E então ela se deu conta da loucura que fizera. Quantos homens que passaram por ela fizeram seu coração acelerar e ela nada fez para descobrir seu paradeiro. Ele era apenas mais um.

No dia seguinte, ao se levantar para ir ao trabalho ela disse para si mesma: Foi apenas mais um homem que passou por mim na rua, vamos lá Sofia... Tira esse homem da cabeça!
- Sofia? – Disse Miguel após bater na porta do quarto.
- Pode entrar. – Respondeu.
- Não quero tomar seu tempo, eu só queria falar uma coisa.
- Claro, pode falar...
- O Ronaldo ligou pra cá ontem de noite...
- Ele ligou e falou o que? – Interrompeu Sofia.
- Se você me deixasse falar... – Retrucou Miguel.
- Desculpa, desculpa! – Disse Sofia enquanto se maquiava.
- Ele disse que conseguiu o nome.