Sabe
aquela sensação de que algo ruim irá acontecer? Era isso que Sofia estava sentindo.
No meio do trajeto ela começou a pensar no que estava fazendo e concluiu que
era maluquice.
Ao
chegar à frente da casa ela começou a falar com ela mesma:
- O
que eu estou fazendo? Eu estou ficando maluca. Vou voltar pra casa agora mesmo!
Ao
dar as costas para a porta e começar a andar, Sofia sente alguém a puxando. Ao
virar ela vê o Otávio sorrindo.
-
Você ia me deixar esperando? – Disse ele sorrindo.
Sofia
não sabia o que responder, estava sem reação, a beleza dele a hipnotizava e a
deixava entorpecida. Ela apenas sorriu.
-
Você estava indo embora? – Perguntou ele.
-
Estava.
-
Nossa! Mas, eu te entendo... Pegar um bilhete com um estranho. Eu pensei que
você não viria – Disse ele sorrindo.
-
Mas eu estou aqui – Respondeu sorrindo.
-
Você quer entrar?
Sofia
ficou tentada a aceitar, mas achou melhor não entrar. Afinal ela não o conhecia
e não saberia o que ele iria fazer.
-
Eu acho melhor não. Desculpa, mas eu não sei por que eu vim aqui.
-
Tudo bem – Disse ele sorrindo – Eu posso te levar até a sua casa?
Outra
proposta que fez Sofia ficar indecisa, mas dessa vez ela não imaginou nada de
ruim que pudesse acontecer e então aceitou.
No
curto caminho da casa de Otávio até a casa de Sofia eles conversaram um
pouco.
-
Posso te fazer uma pergunta? – Disse Otávio parecendo um pouco sem graça.
-
Pode. – Respondeu Sofia.
- Qual
o seu nome? – Perguntou ele sorrindo.
-
Meu nome é Sofia. E o seu? – Perguntou mesmo sabendo a resposta.
-
O meu é Otávio... É, eu queria te dizer uma coisa... – Disse sorrindo.
-
Pode falar.
-
Eu não quero que você pense que eu sou um maníaco ou algo do tipo. Mas, é que
eu me mudei tem umas semanas e eu não conheço ninguém dessa cidade e quando eu
te vi... Bom, eu queria saber se você pode sair um dia comigo para me mostrar o
que tem de legal aqui?
No
momento da pergunta eles chegaram à casa da Sofia e ela não sabia o que
responder. O seu maior desejo estava acontecendo, mas a desconfiança a deixava
louca. E então ela agiu por impulso.
-
Tá bom.
-
Pode me dar seu número? Eu ligo pra você pra combinar.